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Betty Faria foi eternizada na TV como Tieta do Agreste (TV Globo/Divulgação)

Tieta do Agreste é um dos grandes clássicos da literatura brasileira e foi publicado por Jorge Amado (1912-2001) há 40 anos, em agosto de 1977. O romance apresenta uma situação dramática clássica: a de uma adolescente, Antonieta, que denunciada por sua irmã Perpetua a seu pai Zé Esteves de suas aventuras e liberdade recebe uma surra de cajado, e é escorraçada de casa pelo pai. Depois de mais de 25 anos, ela volta rica e poderosa para a cidade de Sant’Ana do Agreste. O seu retorno mostra típicos representantes do interior baiano, lutando pela sobrevivência, defendendo ou resistindo a preconceitos, almejando pequenas ambições e que compõem um painel vivo dos conflitos e consequências provincianos que antecedem a chegada de sinais do progresso.

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Capa do clássico de Jorge Amado, Tieta do Agreste. (Ana Clara Brant/Divulgação)

Com o sucesso da publicação, era natural que a obra fosse parar na telinha – em 1989, numa novela de Aguinaldo Silva, com Betty Faria como protagonista – e na telona, em 1996 num longa-metragem de Cacá Diegues, estrelado por Sônia Braga. A propósito, a trama global atualmente está sendo reprisada no canal Viva e colocou a emissora por assinatura na liderança da TV a cabo.

Sempre se compara a obra original – na maioria dos casos é o livro – com suas adaptações. É natural. E na maioria dos casos, a literatura sempre é melhor.

Não que o filme e, principalmente, a novela sejam ruins. Muito pelo contrário. Mas o interessante é que sempre há algumas diferenças. O livro, por exemplo, difere do folhetim com relação ao nome e ao desfecho de alguns personagens. Timóteo, vivido por Paulo Betti, é Astério na trama de Jorge Amado. Helena (François Fourton) é Astrud na publicação.

Já a produção cinematográfica, justamente por ter que resumir em pouco mais de duas horas uma história de 600 páginas, teve que ser bem sucinta.

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A paradisíaca região de Mangue Seco, cenário da história de Tieta (Reprodução/Internet)

Mas se tiver que escolher qual o melhor, sem dúvidas é o livro que está virando quarentão. O texto é saboroso. É daquelas obras para se degustar devagar. Em vários momentos, o leitor se sente dentro do cenário da trama; seja na fictícia Sant’Ana do Agreste ou em Mangue seco, o paraíso entre a Bahia e Sergipe.

Enfim, seja no livro, na TV, no cinema ou nos palcos. Tieta é um eterno sucesso!

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Sônia Braga em cena no filme Tieta, de Cacá Diegues (Globo Filmes/Divulgação)