Livro da escritora e jornalista Regina Echeverria conta a trajetória da princesa Isabel desde o seu nascimento no Rio de Janeiro até a morte no exílio, em Paris, e mostra um lado desconhecido da mulher que assinou a Lei Áurea.
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Biografia de Isabel escrita pela jornalista Regina Echeverria (Editora Versal/Divulgação)

 

Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon e Bragança e posteriormente de Orléans e Bragança. Esse era o nome completo de uma das figuras femininas mais emblemáticas da história do Brasil.

A princesa Isabel ou a Redentora – como ficou conhecida após assinar a famosa Lei Áurea, que libertou os escravos – veio ao mundo em um parto bem demorado no dia 29 de julho de 1846 no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

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A princesinha carioca quando criança (Editora Versal/Reprodução)

Sua alteza foi a primeira menina do imperador Pedro II e de sua esposa a imperatriz Teresa Cristina das Duas Sicílias. A morte de seus dois irmãos homens a fez a herdeira de Pedro, porém o imperador não conseguia aceitar a ideia de uma mulher governando o país e dessa forma deixou de acreditar na sustentabilidade do sistema monárquico.

Essa é apenas uma das passagens contadas no livro A história da princesa Isabel: amor, liberdade e exílio (Editora Versal) que foi lançado há cerca de um ano pela escritora e jornalista Regina Echeverria, autora das biografias de Elis Regina, Cazuza e Gonzaguinha e Gonzagão.

 

As irmãs e princesas Isabel e Leopoldina (Editora Versal/Reprodução)

As irmãs e princesas Isabel e Leopoldina (Editora Versal/Reprodução)

Durante dois anos de pesquisas em arquivos raros sobre a Família Imperial, Regina teve acesso a uma série de documentos pessoais da Princesa Isabel. O material inclui centenas de cartas escritas por ela, endereçadas aos pais, ao marido, o Conde D’Eu, e à sua preceptora, a Condessa de Barral – cobrindo um período que vai de sua adolescência até o exílio.

Combinando essas cartas a outros registros e análises históricas, a autora nos apresenta um vasto panorama do período imperial, enriquecido com detalhes dos bastidores da corte.

O livro também reconstitui com riqueza de detalhes o dia 13 de maio de 1888, domingo em que a Princesa Isabel desceu da residência de verão da família real, na cidade serrana de Petrópolis, para a assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial, e as festas comemorativas que se seguiram no Rio de Janeiro e em todo o Brasil.

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A princesa Isabel morreu aos 75 anos em Paris (Editora Versal/Reprodução)

A obra mostra que Isabel era uma mulher de carne e osso que penou para engravidar, morria de saudades do esposo quando este se ausentava, era extremamente religiosa, sofreu muito ao deixar o Brasil e que chegou a perder dois dos três filhos precocemente: Antônio em um acidente de avião, aos 37 anos, e Luiz, aos 42, que faleceu após adquirir uma doença na I Guerra Mundial.

A história da princesa Isabel: amor, liberdade e exílio é uma oportunidade para conhecer um pouco mais sobre essa mulher que mudou os rumos do  nosso país.

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Princesa Isabel e o pai, o imperador Pedro II (Reprodução Editora Versal)

 

HOMENAGEM  A  LEOPOLDINA

Uma das descendentes mais conhecidas da família imperial brasileira é a modelo, designer e apresentadora Paola de Orléans e Bragança. A convite da Granado Pharmácias, ela criou a estampa para o Kit Imperial, uma charmosa caixa de sabonetes em homenagem aos 200 anos do noivado de D. Leopoldina da Áustria com D.Pedro I.

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Kit imperial da Granado criado pela princesa Paola (Ana Clara Brant/Divulgação)

Para sua criação, Paola se inspirou em uma frase que Leopoldina escreveu em uma carta a seu pai quando chegou ao Brasil: “Acho que nem pena nem pincel podem descrever a primeira impressão que o paradisíaco Brasil causa a qualquer estrangeiro”  – D. Leopoldina

A imperatriz já era apaixonada pelo nosso país antes mesmo de chegar aqui. A princesa austríaca era uma entusiasta da botânica, zoologia e mineralogia e teve um papel importantíssimo na história brasileira assinando o decreto da Independência do Brasil.

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Kit da Granado em homenagem ao noivado de Leopoldina e Pedro I (Ana Clara Brant/Divulgação)